quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Gal Costa - Estratosférica

A dica musical de hoje é o último álbum lançado pela cantora Gal Costa, por ser a “Gal” não há tanta necessidade de apresentá-la, mas, podemos dizer que ela é considerada um dos grandes nomes da MPB e sua carreira já dura 50 anos.

Foto: Divulgação

O que chama a atenção nesse CD e por isso, a vontade de falar sobre ele, é a mescla  do tradicional com o moderno, mas, esse “traço” já vem sendo marcado há mais tempo, um bom exemplo é o álbum de 2010 “Recanto”,  regado de batidas eletrônicas, com direito a um funk e uma versão sensacional da clássica música “Vapor Barato” (Wally Salomão/Jads Macalé), que conta ainda com um ótimo solo de guitarra, essa canção  já foi regravada também pela banda O Rappa, vale a pena ouvir todas as versões.

Capa do CD 
A artista lançou em 2015 o álbum intitulado “Estratosférica” que segue o traço já citado e com uma medida certa de sofisticação, destacaria “Quando Você Olha Pra Ela” composta pela Malu Magalhães( single do disco), pois, a Gal conseguiu imprimir sua personalidade na canção, fazendo bem diferente da versão original, “Espelho D’água” composta por Marcelo Camelo e seu irmão Thiago Camelo (primeira composição juntos), é a canção mais delicada e mais bonita do CD, destaco também “Sem Medo Nem Esperança” do poeta Antônio Cícero que conta com uma frase que segundo a artista “define” o disco,  "Nada do que fiz, por mais feliz, está à altura do que há por fazer"... Além desse compositores, o álbum conta com composições de Tom Zé, Guilherme Arantes, Milton Nascimento e Criolo.


Esse é um CD que mostra uma artista consagrada, mas, que ainda surpreende e inova, é um bom motivo para  ouvi-lo, né?




Quando Você Olha Pra Ela - Clipe




Aproveitem!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Chico Chico

O post de hoje é sobre o Chicão...Chico Chico melhor dizendo, pra quem se familiarizou com o nome, sim ele é o filho da Cássia Eller e acaba de lançar o primeiro álbum com sua banda 2x0 Vargem Alta. Um fato interessante é que o selo “Porangareté” que lançou o CD é do próprio “Chicão” em sociedade com sua mãe Maria Eugênia e o músico Rodrigo Garcia que também o acompanha nos shows. Além disso, o selo também tem lançado e revelado outros artistas, como a cantora Julia Vargas.


Capa do CD

Ao todo são 12 músicas, onde boa parte são composições dele, já nesse primeiro álbum é possível notar sua personalidade, pois, todas as canções tem uma “vibe” própria, o que é muito bom, porque, já de cara ele mostra a que veio. Destacaria “Notas de Cem” (tem uma “pegada” blues) “Minha Voz”, “Amor pra Dar” e “As Folhas da Praça Paris” que podemos chamar de “hit” do CD, pois, já é pedida e cantada nos shows, vou arriscar dizendo que parece um “brega moderno” dos bons, pode ser? Enfim, sem dúvida um CD que vale a pena ser ouvido e um som que deve ser conhecido. 


Foto: Vanessa Fernandes

Outra boa experiência é assistir ao show, ele é nitidamente tímido, mas, quando canta é de uma força  impressionante, não podemos fechar os olhos para as semelhanças com sua mãe Cássia Eller, mas, não farei comparações, apenas compartilho da alegria de ver, ouvir e sentir o DNA pulsando nas suas interpretações. Porém, ao que parece ele não tem a pretensão de se promover a partir do sobrenome "Eller" e nem precisa, pois, ele tem talento suficiente para trilhar seu próprio caminho e uma identidade musical particular. Pelo jeito, voz e talento, posso dizer que Francisco Eller, Chicão, Chico Chico...Encanta!



As Folhas da Praça Paris


* O CD já está disponível em plataformas digitais. Aproveitem! 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Nação Zumbi (2014)

Hoje a dica musical é o último CD lançado pela banda Nação Zumbi (considerado o sexto melhor álbum nacional de 2014 pela Rolling Stone Brasil). O álbum Nação Zumbi (2014) possui 11 ótimas músicas. Tem uma vibe diferente dos outros, ele é menos “pesado” do que estamos acostumados a ouvir, demonstrando uma nova vertente, que nada compromete a qualidade musical da banda. Mas, sempre tem aquele dilema de “se inova perde a essência, se não inova é chato”, se manter no meio musical não é nada fácil mesmo, mas, no caso da Nação, a inovação foi certeira!

                                                    Nação Zumbi ( foto: Vitor Salerno) 

Apesar dessa suavidade pouco comum no som, ainda é possível notar a “levada” manguebeat característica da banda, os arranjos bem elaborados das canções são um dos “itens” que merecem destaque, como foi dito são 11 músicas pra serem realmente ouvidas, sendo assim, farei apenas alguns destaques. Começando pela canção “Cicatriz” que tem uma ótima letra falando sobre as marcas que carregamos,Quando fica cicatriz fica difícil de esquecer, visível marca de um riscado inesperado, pra lembrar o que lhe aconteceu...”, outro destaque é a música “A Melhor Hora da Praia” que além da beleza da letra e do arranjo conta com a belíssima participação de Marisa Monte...Precisa dizer mais alguma coisa? “Foi de Amor” uma canção sobre amor, mas, retratado de uma forma não óbvia, além disso, ouvir “foi de amor” com sotaque é mais legal e bonito (momento de distração da pessoa que vos escreve). E pra fechar o “top 4” a canção “Um Sonho” que tem uma letra muito poética, um arranjo sensacional, além de um lindo clipe que seguindo a linguagem da internet é #MuitoAmorEnvolvido, vocês vão entender quando assistirem e lerem a descrição do vídeo. 

Vale a pena conferir, aproveitem!



Nação Zumbi - Um Sonho



Nação Zumbi - Cicatriz



Mais informações: http://www.nacaozumbi.com.br/


*Post dedicado aos colegas do estágio. 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

LENINE: Turnê - Carbono

O Blog falou recentemente sobre o último CD lançado pelo LENINE (http://1ideiamusical.blogspot.com.br/2015/05/carbono-lenine.html) e agora não poderia deixar de comentar sobre o show/turnê Carbono que é MARAVILHOSO, simples assim. O show é sempre a melhor “pedida” pra quem quer realmente sentir as músicas do CD, porque, o “ao vivo” tem uma energia diferente e a do Carbono é capaz de nos deixar extasiados, pelo menos, foi assim que fiquei durante e pós show e mesmo já tendo passado alguns dias, aquela sensação boa continua aqui e claro, a vontade de ir de novo e de novo.... Também!

                                                             ( Foto - Flora Pimentel)

Além das músicas do Carbono o show conta com músicas de outros álbuns, como por exemplo, “Martelo Bigorna” do Labiata, “A Rede” do Na pressão, “Envergo Mas Não Quebro” do Chão entre outras, em uma das entrevistas pra divulgar o novo disco, o artista disse que “carbonizou” as canções dos outros álbuns, para trazer para o mundo do Carbono, ou seja, as canções foram adaptadas de acordo com a vibe do novo trabalho e ficaram surpreendentes, pois, algumas canções ganharam uma roupagem bem diferente e considero “Na pressão” e “Se Não For Amor Eu Cegue”, duas das melhores canções “carbonizadas”, porque, pensamos que elas não podem ficar ainda mais incríveis, mas, o Lenine está lá pra mostrar “que o impossível vem pra ficar...” e foi o que aconteceu, ele deixou as músicas que já conhecemos bem, ainda melhores.

                                                                                (Foto - Vanessa Fernandes)

As músicas do novo CD apesar de serem as “oficiais” da turnê, digamos assim, também passaram por algumas modificações, pois, o processo do show costuma ser diferente do processo da gravação do disco, até porque, não daria pra fazer exatamente igual, principalmente em relação as participações especiais no álbum, como por exemplo, “Cupim de Ferro” que no disco conta com a sensacional participação da Nação Zumbi, logo, no show  é o Lenine e sua incrível banda composta por JR Tostoi, Bruno Giorgi, Pantico Rocha e Guila que fazem tudo acontecer. O show mescla alguns momentos em que Lenine toca com a banda (a maioria) e outras apenas voz e violão, o que traz ainda mais emoção para canções como “Simples Assim”. Nesse momento solo do show, ele teve a ideia genial de conceder ao público duas escolhas de músicas para ele cantar, as duas são escolhidas “no grito”(literalmente), nesse dia escolheram “Relampiano” e “Hoje Eu Quero Sair Só”, foi um ótimo e democrático de jeito de resolver aquele comentário ao final do show: “Poxa, ele podia ter cantado aquela...”

                                                     (Foto retirada da fan page Lenine)

O publico aplaudiu intensamente cada canção, por mais, que se assista várias vezes um show do Lenine, nunca será a mesma coisa, só o que se repete é o sorriso aberto que se abre a cada um deles e a capacidade do Lenine de ser visceral e suave ao "mesmo" tempo. 

Aproveite!  

Curta a página do Blog: 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Maria Gadú - Guelã

Pra quem estava sentindo falta do som da Maria Gadú, seu novo disco “Guelã” (produzido pela própria artista) acaba de sair e já adianto que ele é bem diferente dos trabalhos anteriores, é possível perceber a fase madura em que a "Gadú" se encontra, tanto em relação as composições quanto da musicalidade e isso é ótimo, pois, uma das “coisas” boas de se acompanhar a carreira de um artista é perceber sua evolução, “experimentar” novas sonoridades, ser surpreendido e claro, ouvir e sentir boas músicas. 

                                                                           Maria Gadú (Foto: Divulgação)

E o “Guelã” traz esses “ingredientes”, a primeira ouvida causa um estranhamento interessante, do tipo: “Esse som é da Maria Gadú?” e ao continuar ouvindo, percebemos que a delicadeza da voz continua ali, porém, com uma boa dose de maturidade, esse “diferente” também se dá pelo fato de não ser um CD com uma proposta de apresentar hits, ou seja, ele está mais pra um lado experimental, com letras e arranjos elaborados a diferença vai nos ganhando, eu diria que dos três CDs o Guelã é o “adulto”. 

Guelã - Capa

As interpretações também chamam a atenção, dá pra sentir a vontade com que ela canta cada estrofe, talvez, pelo fato de parecer um álbum tão pessoal, as vezes dá a sensação de que ela está cantando suas próprias histórias, a letra “Trovoa” é a que mais ilustra o que acabo de dizer, parece uma crônica de sua vida (mesmo que a letra não seja dela) onde ela vai contando como seria o seu dia-a-dia, também destaco a canção “Tecnopapiro” transmite uma ideia da mistura entre o “moderno” e o antigo ou analógico,  “O Bloco” que é uma canção que lembra um pouco mais dos trabalhos anteriores e parece ser o hit do disco, mas, ainda sim diferente e “Ela” é uma canção com um toque de delicadeza e sensibilidade poética, combinadas ao um ótimo arranjo. Se quiserem sair um pouco da concepção que possuem em relação a Maria Gadú e se surpreenderem positivamente, ouçam “Guelã”!


Um pouco sobre o CD:



Mais informaçõeshttp://mariagadu.net/




domingo, 31 de maio de 2015

Carbono - LENINE




Olá, pessoas!


O Blog estava um tempinho sem post novo (mentira que já tem 2 anos), aí, eu estava pensando se voltava ou não com o Blog/página...Eis que, ouvindo o novo CD do Lenine cheguei a conclusão que independente desse “dilema”, precisava escrever, claro, como bem diz a apresentação do Blog, não sou uma profissional da música, mas, sou (acho) profissional  na arte de se encantar com o que é bom e o Carbono...É muito bom! 

Antes de falar sobre o Carbono vale um destaque rápido para sincronicidade aqui presente, o último post do Blog foi sobre o Lenine, logo, é bem especial retornar justamente para falar de um CD do Lenine, sincronismo fechado, vamos ao Carbono

Foto (divulgação)

Uma das coisas importantes a se falar é que o CD é daqueles que valem a pena esperar, o Lenine sempre fica um tempo de mais ou menos 3 anos em turnê com cada trabalho, então, depois do fechamento de uma turnê a ansiedade por outro álbum vem com tudo e dessa vez não foi diferente, assim como não foi diferente um excelente trabalho produzido por Lenine e cia. 

Foto (divulgação)


O CD conta com 11 músicas, tem uma vibe “experimental” e uma mistura rítmica característica do Lenine, conta com ótimas parcerias não só as já conhecidas, mas, inéditas também. Destaque especial para a composição com o parceiro Dudu Falcão (Paciência, Na Medida da Paixão, Tudo Por Acaso...) na canção “Simples Assim” que é do tipo que encanta completamente, que toca profundamente  e faz com que qualquer tentativa de explicar o que nos causa quando ouvimos, seja praticamente em vão, é a combinação perfeita de letra e melodia, outro destaque no quesito parceria é a música “Cupim de Ferro” com uma  levada semelhante ao frevo com a participação incrível da Nação Zumbi, (que aliás, lançou um CD sensacional ano passado, acho que vou falar sobre, anotando...) a personalidade/marca da banda se encaixou perfeitamente com a do Lenine, sabe aquela junção que dá muito certo? É o caso. Uma das parcerias inéditas está presente na canção “Castanho” composta com Carlos Posada (banda Posada e o Clã) escolhida para abrir o CD, a letra parece ser uma espécie de auto biografia, principalmente no trecho “O que eu sou, eu sou em par, não cheguei sozinho, já que o Lenine sempre exalta a coletividade presente em suas obras. 

Outros destaques: A banda está de volta, tem parceria com João Cavalcanti que além de filho é um dos integrantes da banda Casuarina, parcerias inéditas, parcerias "clássicas", tem música instrumental, tem participação internacional, tem música com um coro especial composto pelos três filhos do Lenine... São muitos elementos especiais que compõem o Carbono e sua obra de maneira geral. 

Capa do CD.

O Blog poderia falar mais? Poderia.
Poderia dar mais detalhes? Sim.
Mas, ninguém melhor que o próprio Lenine falar do Carbono, certo? Com certeza!

No site oficial tem todas as informações necessárias e o mais interessante, ele comenta sobre o CD e as canções uma por uma, então, se querem saber detalhadamente como a "mágica" aconteceu é só acessar: http://www.lenine.com.br/ 
Para ouvir o CD completo: https://soundcloud.com/bruno-giorgi/sets/carbono 

Facebook do Blog (em breve): https://www.facebook.com/pages/1IdeiaMusical/143893212359062

Agora só falta o show. 
Aproveitem! 



sexta-feira, 29 de março de 2013

Lenine - 30 Anos de Carreira


O post especial é sobre um momento especial de um artista especial, sim está nesse nível, porque, o cantor de hoje merece todas as honrarias e elogios, sem mais delongas, o post é sobre os 30 anos de carreira do genial...LENINE! 

O Lenine é um dos artistas mais completos do nosso país, ele compõe, toca, canta, produz, quem já foi a um show dele sabe que ele também dança (do jeito dele) e aos 54 anos mostra  empolgação e sentimentos contagiantes em cima do palco, que torna a sensação e as músicas mais vivas.

Foto - Divulgação

Parece exagerado? Sim, eu sei ás vezes, me empolgo demais, mas, nossa música(brasileira) é tão incrível que fica difícil me conter, além disso, ele merece, não é fácil manter uma carreira de 30 anos tão bem construída e mesmo com tanto tempo de estrada, ainda assim, surpreender o público com tanta originalidade e inovação a cada trabalho. O som do Lenine é desse jeito, a cada CD lançado é um: - “Nossa bem diferente do outro CD!” Sem deixar sua essência e a marca que o identifica, seu jeito de tocar o violão pode ilustrar bem essa tal marca.

Foto - Vanessa Fernandes

Durante esses 30 anos foram 10 discos gravados e 2 DVDs, diferente de muitos artistas, ele não lança todo ano, ele trabalha um bom tempo com cada álbum, a pesar que do primeiro para o segundo foram 10 anos, atualmente ele não demora tanto assim, mas, como ele costuma dizer: “O CD é um pretexto pra viajar” e é o que ele tem feito, grandes turnês por vários lugares do Brasil e do mundo, falando em mundo ele nos representa muito bem lá fora. Seu talento é respeitado pelo público, crítica e outros artistas, suas canções já foram cantadas por grandes artistas de gerações diferentes, entre eles: Ana Carolina, Maria Bethânia, Maria Rita, Elba Ramalho, Luiza Possi, Ney Matogrosso, Milton Nascimento entre outros.

Seus trabalhos demostram um artista que gosta de se arriscar, não se contenta em ficar em sua zona de conforto, passeia por diversas sonoridades, está sempre cercado de grandes parceiros. Outro ponto que faz com que ele seja considerado um grande artista é sua simplicidade, ele constantemente desmistifica essa “coisa” de artista ser considerado um ser superior, ele está sempre próximo do público, todo final de show ele sempre que pode atende a todos, ele possui um grande carisma, que ajuda a justificar a quantidade de participações que ele faz em vários álbuns de diferentes artistas e estilos, ou seja, além do lado profissional ele parece ser uma grande pessoa.

Foto - Divulgação


Atualmente ele está em turnê com seu último lançamento o “Chão”, o disco tem 10 canções, como já de costume, composições próprias e em parcerias, seu diferencial são os sons cotidianos manipulados e encaixados em cada faixa, tem passos, coração batendo, motosserra derrubando árvore e até o canário belga de sua sogra. “Chão” “Se não for amor, eu cegue” “Envergo mas não quebro” e “Amor é pra quem ama” respectivamente, tudo isso proporciona uma experiência sensorial, o bacana é ouvi-lo sem pular as faixas, porque, dá uma sensação de continuidade. Dessa vez o trabalho não possui percussão, para essa turnê ele sobe ao palco nas companhias do filho Bruno Giorgi e JR Tostoi.

A novidade desses 30 anos, é que serão realizados shows comemorativos dos 20 anos do CD “Olho de Peixe” feito em parceria com o percussionista Marcos Suzano, esse álbum foi fundamental para que seu caminho musical fosse traçado. Quem tiver no Rio de Janeiro nos dias 18,19 e 20 de abril, vale a pena conferir, será um grande momento e depois ele segue com o “Chão”, ainda no Rio, o cantor sobe ao palco Sunset do Rock in Rio ao lado da banda punk cigana Gogol Bordello no dia 21 de setembro. Então vá aos shows e ouças seus álbuns, sinta suas músicas! Viva o Lenine!


Chão - Revista Rolling Stone BR


 Discografia:

Baque Solto (1983)
Olho de Peixe (1993)
O Dia Que Faremos Contato (1997)
Na Pressão (1999)
Falange Canibal (2001)
InCité (2004)
Acústico MTV (2006)
Labiata (2008)
Lenine.Doc – Trilhas (2010)
Chão (2011)



Mais informações: