Hoje a dica musical é o
último CD lançado pela banda Nação Zumbi (considerado o sexto melhor álbum nacional de 2014 pela Rolling Stone Brasil). O álbum Nação Zumbi (2014) possui 11 ótimas músicas. Tem uma vibe diferente dos outros, ele é menos “pesado” do que estamos acostumados a ouvir,
demonstrando uma nova vertente, que nada compromete a qualidade musical da
banda. Mas, sempre tem aquele dilema de “se inova perde a essência, se não
inova é chato”, se manter no meio musical não é nada fácil mesmo, mas, no caso
da Nação, a inovação foi certeira!
Nação Zumbi ( foto: Vitor Salerno)
Apesar
dessa suavidade pouco comum no som, ainda é possível notar a “levada”
manguebeat característica da banda, os arranjos bem elaborados das
canções são um dos “itens” que merecem destaque, como foi dito são 11 músicas
pra serem realmente ouvidas, sendo assim, farei apenas alguns destaques. Começando pela canção “Cicatriz” que tem uma
ótima letra falando sobre as marcas que carregamos, “Quando
fica cicatriz fica difícil de esquecer, visível marca de um riscado
inesperado, pra lembrar o que lhe aconteceu...”, outro destaque é
a música “A Melhor Hora da Praia” que além da beleza da letra e do arranjo
conta com a belíssima participação de Marisa Monte...Precisa dizer mais alguma
coisa? “Foi de Amor” uma canção sobre amor, mas, retratado de uma forma não
óbvia, além disso, ouvir “foi de amor” com sotaque é mais legal e bonito (momento de distração da pessoa que vos escreve). E
pra fechar o “top 4” a canção “Um Sonho” que tem uma letra muito poética, um
arranjo sensacional, além de um lindo clipe que seguindo a linguagem da
internet é #MuitoAmorEnvolvido, vocês vão entender quando assistirem e lerem a
descrição do vídeo.
O Blog falou recentemente sobre o
último CD lançado pelo LENINE (http://1ideiamusical.blogspot.com.br/2015/05/carbono-lenine.html)e agora não poderia deixar de comentar sobre o
show/turnê Carbono que é MARAVILHOSO, simples assim. O show é sempre a melhor “pedida”
pra quem quer realmente sentir as músicas do CD, porque, o “ao vivo” tem uma
energia diferente e a do Carbono é capaz de nos deixar extasiados, pelo menos,
foi assim que fiquei durante e pós show e mesmo já tendo passado alguns dias,
aquela sensação boa continua aqui e claro, a vontade de ir de novo e de novo....
Também!
( Foto - Flora Pimentel)
Além das músicas do Carbono o
show conta com músicas de outros álbuns, como por exemplo, “Martelo Bigorna” do
Labiata, “A Rede” do Na pressão, “Envergo Mas Não Quebro” do Chão entre outras,
em uma das entrevistas pra divulgar o novo disco, o artista disse que “carbonizou”
as canções dos outros álbuns, para trazer para o mundo do Carbono, ou seja, as
canções foram adaptadas de acordo com a vibe do novo trabalho e ficaram
surpreendentes, pois, algumas canções ganharam uma roupagem bem diferente e
considero “Na pressão” e “Se Não For Amor Eu Cegue”, duas das melhores canções “carbonizadas”,
porque, pensamos que elas não podem ficar ainda mais incríveis, mas, o
Lenine está lá pra mostrar “que o impossível vem pra ficar...” e
foi o que aconteceu, ele deixou as músicas que já conhecemos bem, ainda
melhores.
(Foto - Vanessa Fernandes)
As músicas do novo CD apesar de
serem as “oficiais” da turnê, digamos assim, também passaram por algumas
modificações, pois, o processo do show costuma ser diferente do processo da
gravação do disco, até porque, não daria pra fazer exatamente igual,
principalmente em relação as participações especiais no álbum, como por
exemplo, “Cupim de Ferro” que no disco conta com a sensacional participação da
Nação Zumbi, logo, no show é o Lenine e
sua incrível banda composta por JR Tostoi, Bruno Giorgi, Pantico Rocha e Guila
que fazem tudo acontecer. O show mescla alguns momentos em que Lenine toca com
a banda (a maioria) e outras apenas voz e violão, o que traz ainda mais emoção
para canções como “Simples Assim”. Nesse momento solo do show, ele teve a ideia
genial de conceder ao público duas escolhas de músicas para ele cantar, as duas
são escolhidas “no grito”(literalmente), nesse dia escolheram “Relampiano” e “Hoje Eu Quero Sair Só”, foi um ótimo e democrático de jeito de resolver aquele
comentário ao final do show: “Poxa, ele podia ter cantado aquela...”
(Foto retirada da fan page Lenine)
O publico aplaudiu intensamente
cada canção, por mais, que se assista várias vezes um show do Lenine, nunca
será a mesma coisa, só o que se repete é o sorriso aberto que se abre a cada um
deles e a capacidade do Lenine de ser visceral e suave ao "mesmo" tempo.
Pra quem estava sentindo falta do som da Maria Gadú, seu novo
disco “Guelã” (produzido pela própria artista) acaba de sair e já adianto que
ele é bem diferente dos trabalhos anteriores, é possível perceber a fase madura
em que a "Gadú" se encontra, tanto em relação as composições quanto da musicalidade
e isso é ótimo, pois, uma das “coisas” boas de se acompanhar a carreira de um
artista é perceber sua evolução, “experimentar” novas sonoridades, ser surpreendido
e claro, ouvir e sentir boas músicas.
Maria Gadú (Foto: Divulgação)
E o “Guelã” traz esses “ingredientes”, a primeira ouvida
causa um estranhamento interessante, do tipo: “Esse som é da Maria Gadú?” e ao
continuar ouvindo, percebemos que a delicadeza da voz continua ali, porém, com
uma boa dose de maturidade, esse “diferente” também se dá pelo fato de não ser
um CD com uma proposta de apresentar hits, ou seja, ele está mais pra um lado experimental,
com letras e arranjos elaborados a diferença vai nos ganhando, eu diria que dos
três CDs o Guelã é o “adulto”.
Guelã - Capa
As interpretações também chamam a atenção, dá pra sentir a
vontade com que ela canta cada estrofe, talvez, pelo fato de parecer um álbum
tão pessoal, as vezes dá a sensação de que ela está cantando suas próprias
histórias, a letra “Trovoa” é a que mais ilustra o que acabo de dizer, parece
uma crônica de sua vida (mesmo que a letra não seja dela) onde ela vai contando como seria o seu dia-a-dia, também destaco a canção “Tecnopapiro” transmite uma ideia da mistura entre o “moderno”
e o antigo ou analógico, “O Bloco” que é
uma canção que lembra um pouco mais dos trabalhos anteriores e parece ser o hit
do disco, mas, ainda sim diferente e “Ela” é uma canção com um toque de delicadeza
e sensibilidade poética, combinadas ao um ótimo arranjo. Se quiserem sair um
pouco da concepção que possuem em relação a Maria Gadú e se surpreenderem positivamente,
ouçam “Guelã”!
O Blog estava
um tempinho sem post novo (mentira que já tem 2 anos), aí, eu estava pensando
se voltava ou não com o Blog/página...Eis que, ouvindo o novo CD do Lenine cheguei
a conclusão que independente desse “dilema”, precisava escrever, claro, como
bem diz a apresentação do Blog, não sou uma profissional da música, mas, sou (acho) profissional na arte de se encantar com o que é bom e o Carbono...É muito bom!
Antes de falar sobre o Carbono vale um destaque rápido para sincronicidade aqui presente, o último post do Blog foi sobre o Lenine, logo, é bem especial retornar justamente para falar de um CD do Lenine, sincronismo fechado, vamos ao Carbono!
Foto (divulgação)
Uma das coisas importantes a se falar é que o CD é daqueles que valem a pena esperar, o Lenine sempre fica um tempo de mais ou menos 3 anos em turnê com cada trabalho, então, depois do fechamento de uma turnê a ansiedade por outro álbum vem com tudo e dessa vez não foi diferente, assim como não foi diferente um excelente trabalho produzido por Lenine e cia.
Foto (divulgação)
O CD conta
com 11 músicas, tem uma vibe “experimental” e uma mistura rítmica
característica do Lenine, conta com ótimas parcerias não só as já conhecidas, mas, inéditas também. Destaque especial para a composição com o parceiro Dudu Falcão (Paciência, Na Medida da Paixão, Tudo Por Acaso...) na canção “Simples Assim” que é do tipo que encanta completamente, que toca profundamente e faz com que qualquer tentativa de explicar o que nos causa quando ouvimos, seja praticamente em vão, é a combinação perfeita de letra e melodia,
outro destaque no quesito parceria é a música “Cupim de Ferro” com uma levada semelhante ao frevo com a
participação incrível da Nação Zumbi, (que aliás, lançou um CD sensacional ano passado, acho que vou falar sobre, anotando...) a personalidade/marca da banda se encaixou perfeitamente com a do Lenine, sabe aquela junção que dá muito certo? É
o caso. Uma das parcerias inéditas está presente na canção “Castanho” composta com Carlos Posada (banda Posada e o Clã) escolhida para abrir o CD, a letra parece
ser uma espécie de auto biografia, principalmente no trecho “O que eu sou, eu sou em par, não cheguei sozinho”, já que o Lenine sempre exalta a coletividade presente em suas obras.
Outros destaques: A banda está de volta, tem parceria com João Cavalcanti que além de filho é um dos integrantes da banda Casuarina, parcerias inéditas, parcerias "clássicas", tem música instrumental, tem participação internacional, tem música com um coro especial composto pelos três filhos do Lenine... São muitos elementos especiais que compõem o Carbono e sua obra de maneira geral.
Capa do CD.
O Blog
poderia falar mais? Poderia.
Poderia dar mais detalhes? Sim.
Mas, ninguém
melhor que o próprio Lenine falar do Carbono, certo? Com certeza!
O post especial é sobre
um momento especial de um artista especial, sim está nesse nível, porque, o
cantor de hoje merece todas as honrarias e elogios, sem mais delongas, o post é
sobre os 30 anos de carreira do genial...LENINE!
O Lenine é um dos
artistas mais completos do nosso país, ele compõe, toca, canta, produz, quem já
foi a um show dele sabe que ele também dança (do jeito dele) e aos 54 anos
mostra empolgação e sentimentos contagiantes em cima do palco, que torna a sensação e as
músicas mais vivas.
Foto - Divulgação
Parece exagerado? Sim,
eu sei ás vezes, me empolgo demais, mas, nossa música(brasileira) é tão incrível que fica difícil me conter, além disso, ele merece, não é fácil manter uma carreira de 30 anos
tão bem construída e mesmo com tanto tempo de estrada, ainda assim, surpreender
o público com tanta originalidade e inovação a cada trabalho. O som do Lenine é
desse jeito, a cada CD lançado é um: - “Nossa bem diferente do outro CD!” Sem
deixar sua essência e a marca que o identifica, seu jeito de tocar o violão
pode ilustrar bem essa tal marca.
Foto - Vanessa Fernandes
Durante esses 30 anos
foram 10 discos gravados e 2 DVDs, diferente de muitos artistas, ele não lança
todo ano, ele trabalha um bom tempo com cada álbum, a pesar que do primeiro
para o segundo foram 10 anos, atualmente ele não demora tanto assim, mas, como
ele costuma dizer: “O CD é um pretexto pra viajar” e é o que ele tem feito,
grandes turnês por vários lugares do Brasil e do mundo, falando em mundo ele
nos representa muito bem lá fora. Seu talento é respeitado pelo público,
crítica e outros artistas, suas canções já foram cantadas por grandes artistas
de gerações diferentes, entre eles: Ana Carolina, Maria Bethânia, Maria Rita, Elba Ramalho, Luiza Possi, Ney Matogrosso, Milton Nascimento entre outros.
Seus trabalhos
demostram um artista que gosta de se arriscar, não se contenta em ficar em sua
zona de conforto, passeia por diversas sonoridades, está sempre cercado de grandes
parceiros. Outro ponto que faz com que ele seja considerado um grande artista é
sua simplicidade, ele constantemente desmistifica essa “coisa” de artista ser
considerado um ser superior, ele está sempre próximo do público, todo final de
show ele sempre que pode atende a todos, ele possui um grande carisma, que ajuda
a justificar a quantidade de participações que ele faz em vários álbuns de
diferentes artistas e estilos, ou seja, além do lado profissional ele parece
ser uma grande pessoa.
Foto - Divulgação
Atualmente ele está em
turnê com seu último lançamento o “Chão”, o disco tem 10 canções, como já de
costume, composições próprias e em parcerias, seu diferencial são os sons
cotidianos manipulados e encaixados em cada faixa, tem passos, coração batendo,
motosserra derrubando árvore e até o canário belga de sua sogra. “Chão” “Se não for amor, eu cegue” “Envergo mas não quebro” e “Amor épra quem ama” respectivamente,
tudo isso proporciona uma experiência sensorial, o bacana é ouvi-lo sem pular
as faixas, porque, dá uma sensação de continuidade. Dessa vez o trabalho não possui
percussão, para essa turnê ele sobe ao palco nas companhias do filho Bruno Giorgi e JR Tostoi.
A novidade desses 30
anos, é que serão realizados shows comemorativos dos 20 anos do CD “Olho de
Peixe” feito em parceria com o percussionista Marcos Suzano, esse álbum foi
fundamental para que seu caminho musical fosse traçado. Quem tiver no Rio de
Janeiro nos dias 18,19 e 20 de abril, vale a pena conferir, será um grande
momento e depois ele segue com o “Chão”, ainda no Rio, o cantor sobe ao palco Sunset do Rock in Rio ao lado da banda punk cigana Gogol Bordello no dia 21 de setembro. Então vá aos shows e ouças seus álbuns,
sinta suas músicas! Viva o Lenine!
Hoje dia 10 de dezembro de 2012 a incrível Cássia Eller completaria 50 anos de
idade, ela é sem dúvida uma das maiores cantoras brasileiras, sua voz marcante e sua obra serão sempre
lembradas. O Post especial de hoje é uma singela homenagem a essa cantora que
nos deixou sem o seu talento muito cedo e que fez nosso mundo musical mais
completo.
Foto: Divulgação
A Cássia Eller
ainda hoje é uma grande referência, ela é respeitada e admirada pelo público,
crítica e quem faz parte do mundo da música. De muita personalidade, conseguia ser suave e intensa ao mesmo tempo, falava
de uma forma tímida, mas, quando cantava, sua suavidade se misturava com uma grande força.
Foto - Revista Rolling Stone Brasil
Existem vários motivos para elogiar e se impressionar com o
seu talento, vou destacar dois bastante importantes que se completam, sua propriedade e sentimento ao cantar, as músicas parecem ser todas dela, mesmo, que
a gente saiba que são raríssimas as canções compostas por ela. E de “Malandragem” “All Star” “E.C.T.” “Por Enquanto” “Relicário” “Palavras ao Vento” “Segundo Sol” “No Recreio” e tantas
outras, foi ganhando seu espaço definitivo na história da Música Popular Brasileira e tornou-se inesquecível. O que nos resta é agradecer pelo que ela fez e pela
coleção de músicas e grandes interpretações que ela nos deixou. Parabéns,
Cássia...Muito obrigada!
* Foi recém descoberta uma música inédita assinada pela Cássia Eller "Flor do Sol", seu lançamento faz parte de um pacote de homenagens.
Sabe aquelesCDsque
são bons de ouvir do início ao fim, sem pular uma música? Então, ouvi muitos
assim, por isso, as próximas postagens serão sobre eles e se você tiver ouvido
algum que poderia se encaixar na lista do Blog fique a vontade para indicá-lo.
O CD escolhido para começar é o “Tudo Tanto” da
Tulipa Ruiz, esse é seu segundo trabalho e o que parece é
que ela não teve aquela famosa “pressão do segundo disco” que é bem comum,
principalmente por vim depois de um sucesso anterior, como é o caso de
“Efêmera”, CD que arrancou grandes elogios, inclusive a Folha
de S. Paulo o considerou como um dos 50 discos brasileiros da década. Mas, pela
leveza e bom humor o “Tudo Tanto”,parece
ter superado as expectativas, o disco demonstra novas sonoridades e um estilo
mais encorpado na voz de Tulipa, que alcançou outras possibilidades.
Capa - CD
O CD é produzido por seu irmão e guitarrista
GustavoRuiz, conta com 11 canções com diversas
parcerias, incluindo a do seu pai e guitarrista Luiz Chagas em “Víbora”, essa
talvez seja a mais experimental do álbum, além disso, tem a colaboração doCriolona
letra. A música “Dois Cafés” conta o cotidiano de um casal de um interessante jeito e ainda tem a participação especial de Lulu Santos. O álbum tem boas letras,
participações, arranjos e vozes que podem ser conferidas em “É”, “OK”,
“Expectativa”, “Quando Eu Achar”, “LikeThis”, enfim, o disco é ótimo, do início
ao fim.